quarta-feira, 13 de julho de 2011

Deixe o clima borbulhando apenas conversando

Converse com o bonitão durante a transa. Não, não estamos sugerindo uma DR. A ideia é falar (e ouvir) sacanagem. "Se os dois curtirem, esse estímulo pode acelerar o orgasmo", afirma a sexóloga Jussânia Oliveira. Ele nem vai reclamar que você fala demais...
Falar é excitante
Muita gente esquece que existe uma maneira de apimentar os momentos a dois que não exige nenhum apetrecho: uma conversa bem sexy. "Falar sobre sexo antes, durante e depois da relação ajuda a criar intimidade entre o casal e a estreitar o relacionamento, além de tornar a transa mais divertida e lúdica", diz a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello. O segredo é que vocês dois estejam de acordo sobre o tema e as palavras. Assim, ninguém sai do quarto ofendido - pelo contrário!

Sua introdução
Apesar de as mulheres estarem mais desinibidas hoje em dia, algumas ainda são conservadoras na hora de abrir a boca. É o seu caso? Realizar esse tipo de fantasia com um parceiro fixo é bem mais tranquilo. Criar uma situação e se envolver nela também. "Coloque uma lingerie legal e fique na penumbra. Isso ajuda a criar um clima", sugere Carla. A sua imagem vai ajudar que ele mesmo solte o verbo e faça um elogio aqui, outro ali. Outra ideia é aproveitar quando seu querido viaja para bater um papo fumegante por telefone, que dá mais liberdade para extravasar. Conforme o clima avançar, passem para uma webcam.

Escolha bem as palavras
"Para começar, prefira conteúdos relacionados à atividade sexual aos pessoais", recomenda Jussânia. Por exemplo: em vez de pedir que ele a chame por algo mais forte, pergunte o que ele quer que você faça. É um jeito de mostrar que está a fim de falar. Repetir as palavras que ele mesmo disser vai ajudar a destravar a língua. "E você também pode ler livros eróticos para aperfeiçoar o vocabulário."

A desinibida
Você estava acostumada a recitar um repertório de baixarias com seu namorado, mas agora está sozinha no mercado. É o primeiro encontro com um novo pretê e deu vontade de falar? Vá pelas beiradas e preste atenção nos sinais que ele passa para não acabar com a noite. "Fique atenta ao jeito como ele a pega para beijar", diz Jussânia. Fale algo picante e veja a reação. E, claro, respeite seus limites. Se ele se empolgar demais e achar que você é a Bruna Surfistinha, há o risco de, em vez de aumentar a excitação, você acabar perdendo o tesão.

Fonte: Women's Health.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ele falhou. E agora, como reagir?

Estatísticas internacionais já apontaram: metade dos homens do planeta vai falhar na hora H, pelo menos uma vez na vida. As razões para o problema são variadas e na maioria das vezes não têm nada a ver com falta de desejo pela pessoa que está ao lado. A ansiedade é a principal vilã nesta história. Qualquer circunstância que gere um alto grau dela pode fazer com que o melhor amigo do homem fique acanhado, tímido. Tanto que muitas brochadas são, na verdade, declarações de amor.

Quando um sujeito se apaixona por uma mulher, é supercomum que ele se preocupe tanto em demonstrar potência a ponto de seu empenho acabar gerando efeito contrário, ou seja, impotência. “A ansiedade libera adrenalina, hormônio vasoconstritor que impede o fluxo de sangue para o pênis, deixando-o flácido”, explica o urologista Sidney Glina.


O estresse e as preocupações do dia-a-dia também podem causar perda de ereção. “Se um cara vai para a cama e não consegue se desligar dos problemas do trabalho, isso com certeza afeta seu desempenho”, diz a sexóloga Laura Müller. E, lógico, se o relacionamento do casal vai mal, a escalada peniana para o alto e avante pode ser prejudicada.

Além das causas emocionais, há fatores orgânicos que causam impotência: uso de drogas, de antidepressivos, de anti-hipertensivos (remédios para pressão) e de hormônios. Excesso de álcool ou de cigarro também são inimigos do esplendor peniano.

Mas, o que fazer no decorrer da situação frustrante? Em primeiro lugar, lembrar que falhar é normal e acontece mesmo de vez em quando. Deixar o egoísmo de lado e dar uma força para o parceiro, claro. Se o episódio é embaraçoso para você, é ainda pior para ele. O jeito então é relaxar e não dar muita importância ao fato. Que tal considerar o momento como um amasso gostoso em vez de rotulá-lo como uma transa malsucedida? Engate um papo, sirva uma bebida, deixe o clima desanuviar. Outras dicas:

1. Insistir para que ele tenha uma ereção só deixará o moço mais nervoso (e/ou irritado, frustrado, desesperado).
2. Evite ir ao motel no primeiro encontro sexual, porque o lugar remete os homens à idéia de que “tem de subir de qualquer maneira”. Prefira a sua casa, ou a dele.
3. Se ele brochou na primeira transa, as coisas podem piorar nas próximas. A lembrança da tentativa frustrada e o medo de o pênis não funcionar de novo dificultam a ereção. Você pode propor um joguinho: ficar brincando na cama, sem necessidade de penetração.
4. A brochada foi inevitável? Então, saiba dosar seu carinho e apoio moral. Não exagere, tratando-o como um coitadinho. Também não faça piadas porque, para os homens, brochar não é engraçado. O melhor é demonstrar que, apesar da falha, continua interessada nele.
5. Se seu parceiro fica pouco à vontade para transar em lugares públicos ou em posições exóticas, não force a barra.


Fonte: Gloss.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dores durante o sexo

Para muitas mulheres sexo não é sinônimo de prazer e satisfação. Algumas patologias de fundo emocional ou fisiológico podem atrapalhar a relação ou, até mesmo, impedir que a penetração aconteça.
Dispareunia está entre as causas de fortes dores durante a penetração. Essa é caracterizada por infecções. Diversos órgãos podem ser atingidos, por exemplo, grandes lábios, tubas uterinas e ovários. Endometriose, presença de tecido que reveste o útero fora da cavidade uterina, também age como desencadeador das dores. "Essas são doenças de origem orgânica que atingem a região da pelve", esclarece Dr. Amaury Mendes Júnior, ginecologista, secretário geral da Sociedade Brasileira de Sexologia e professor do ambulatório de sexologia da UFRJ.

Segundo o especialista, mulheres afetadas por infecções desse tipo não suportam a penetração de uma relação sexual: "Quando a mulher fica excitada o sangue se concentra na região e preenche os vasos sanguíneos. Esse processo provoca muita dor, ela acaba não conseguindo prosseguir com o ato sexual".
Já o vaginismo é uma das causas mais comuns de dor durante a relação sexual. Trata-se da contratura involuntária do músculo da vagina. A excitação é o desencadeador da contratura. "O vaginismo é mais frequente em mulheres que sofreram abusos na infância, receberam educação muito severa ou são filhas de pais repressores. É uma doença de fundo psicológico", afirma Dr. Amaury .

O vaginismo tem tratamento e cura. Qualquer pessoa que sinta algum tipo de incômodo durante o sexo, deve procurar ajuda médica. "Os cuidados se dão por meio de terapias", afirma o especialista. O ideal é procurar um ginecologista que tenha especialização em terapia sexual para tratar do assunto. Mas, infelizmente, a falta de informação condena muita gente. "As mulheres que sofrem com a dor durante a penetração tendem a procurar caras bonzinhos, os filhinhos da mamãe. Esses irão acabar aceitando a situação sem queixas".

Dr, Amaury ressaltou que as mulheres necessitam de mais tempo para atingir oorgasmo, se comparada aos homens. Segundo ele, elas necessitam de, pelo menos, vinte minutos. Muitas não atingem o clímax, o que também pode provocar incômodo. "É recomendado que as mulheres passem por uma consulta de rotina todos os anos, embora eu acredite que esse período deva ser reduzido para seis meses", finaliza o especialista.

Fonte: Vila Mulher.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

E que tal escrever um Diário Sexual?


Por que será que tantas mulheres em pleno século XXI, ainda têm dificuldade para reagir sexualmente? Para falar de sexo com o parceiro, com amigos? Para se soltarem como gostariam? Um fator que atrapalha a vida sexual de algumas mulheres não está no trabalho, na rotina, no parceiro, mas dentro delas mesmas; é o que elas pensam sobre sexo. Muitas de nós fomos educadas para manter o controle e reprimir os assuntos relacionados a nossa sexualidade.

Além disso, o Brasil é um país majoritariamente católico. Ao recriminar os métodos anticoncepcionais, a Igreja condena o sexo prazeroso e reafirma apenas a maneira de perpetuar a espécie.
Sem contar com os mitos que existem, como por exemplo: sexo é proibido, pornográfico, difícil... Portanto, sob todas essas pressões não é fácil se liberar e falar de sexo com naturalidade. Mas os desejos que conduzem a felicidade não devem ser reprimidos, muito pelo contrário, isso poderá levar a uma vida de frustrações e sentimentos mal resolvidos que influenciarão nossas atividades de forma negativa.

O sexo não é apenas uma necessidade orgânica, transar é uma necessidade emocional: a mulher sente-se mais desejada, bonita e poderosa para conquistar seus objetivos, além de libertar o corpo e a mente do estresse e da vida cotidiana. O sexo é uma demonstração de carinho e amor e isso só fortalece o relacionamento, pois o casal se diverte e curte a companhia um do outro.Um bom ponto de partida para desfrutar de uma vida sexual mais prazerosa e com total segurança, é pensar sobre alguns dos fatos de sua vida que influenciaram os seus sentimentos e atitudes relacionadas ao sexo. Por isso, fazer o seu “diário sexual”, poderá ajudá-la a obter um quadro de sua própria história sexual. Não tenha pressa para responder as perguntas abaixo, procure concentrar-se aos sentimentos e atitudes relativas ao sexo e a você mesmo.

Qual é a minha história? Esta é a primeira pergunta que você deve se fazer. Entre em contato com a sua feminilidade, com o que há de mais íntimo e essencial em “ser mulher”, por isso aproveite essa seção de autoconhecimento. Lápis e papel na mão e prepare-se para responder as seguintes perguntas e traçar um plano de mudanças para tornar a sua vida sexual mais saudável e feliz:

1 - Será que estou pronta para mudanças? (mudar de vida com responsabilidade, requer muita coragem, disciplina, determinação para enfrentar as dificuldades, preconceitos, as relações alheias e até mesmo tudo aquilo em que você sempre acreditou em relação ao sexo).

2 - O que quero em relação ao sexo? (é necessário saber se você quer conquistar o prazer que nunca teve, livrar-se de medos ou simplesmente deixar a relação mais apimentada).

3 - Eu me vejo como uma mulher sexy, bonita, atraente e sensual?(é preciso conhecer a imagem que você faz de si mesma para constatar se o problema na hora do sexo é a vergonha do próprio corpo).

4 - Aceito o meu desejo sexual com naturalidade? (muitas mulheres ainda acham que ter fantasias sexuais, ter vontade de fazer sexo e sentir prazer é errado ou pecado e mesmo que gostem, não conseguem se soltar por completo na hora da transa).

5 - Quais são minhas principais dúvidas, medos, conflitos, dificuldades e angústias? (para combater o inimigo é preciso conhecê-lo primeiro. Muitas pessoas não conseguem mudar porque não entendem ou pior ainda, não aceitam os que as faz se sentir pouco a vontade na cama. Listando seus medos, vergonhas e outros fatores que a reprimem, fica mais fácil saber por onde começar).

Você poderá acrescentar mais perguntas ao seu histórico se achar necessário. Responda as perguntas calmamente. Conhecimento sem ação não leva a lugar nenhum. Por isso depois de anotar todas as respostas para as suas perguntas, chega o momento de traçar um plano de mudança para a sua vida sexual. É preciso ser corajosa para desafiar suas convicções e as das outras pessoas e planejar sua vida rumo ao sucesso e a felicidade.

Fonte: Vila Mulher.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sexy e cheia de curvas

No início do século passado, o modelo de mulheres bonitas e sensuais passava pelo padrão gordinha, de curvas e formas arredondadas, retratada nos quadros do pintor francês Renoir. Hoje em dia a sociedade e a moda cobram principalmente das mulheres o padrão magra.Isso mostra que a referência do “ser sensual” varia de época para época. 
 
Para mim, a sensualidade depende de um conjunto. Toda mulher, independente do peso, pode ser sensual, se ela estiver de bem com o espelho, com boa saúde. Existe uma grande diferença em estar fora do peso (ser gordinha) e estar obesa, a ponto de prejudicar a saúde. Se você não está como gostaria, incomoda ser gordinha, trace metas para você conquistar o corpo que você considera ideal para você. Muitas vezes, ser gordinha, tem a ver com o modo de vida. Os hábitos modernos promovem a obesidade. As pessoas passam a maior parte do tempo sentadas, ou seja, a automação resolve quase tudo, e o que é pior, hoje os alimentos são muito mais calóricos.

    Brooke Elliott( atriz de Drop Dead Diva)

Para conseguir novos resultados é necessário mudar os hábitos. Mesmo sendo gordinha, você precisa gostar de você. O primeiro passo para mudar algo na vida, é preciso aceitar que ele existe. Desenvolver a atitude de auto-aceitação traz segurança para aprender a ser bonita e cuidar de sua maneira de se apresentar no mundo, vestir-se com roupas que valorizem seus pontos fortes, não se descuidar do visual (cabelo, maquiagem). Hoje, existe uma moda mais sensual para as gordinhas, inclusive lingerie mais sexy.

A beleza, a sensualidade depende essencialmente do comportamento, do jeito de ser e de como se enfrentam as circunstâncias da vida. Uma mulher poderá fazer os mais intensos exercícios físicos, o mais sofisticado tratamento estético, maquiar-se com perfeição e vestir-se com elegância e, assim mesmo, não obter o efeito desejado. A sensualidade está ligada a um estado de espírito desarmado, combinado com uma mente relaxada e coração aberto.

É necessário aceitar os desafios, e ter sabedoria para perceber o que pode ser mudado e aceitar o que não há como mudar. O importante é traçar um plano de ação. Lembre-se: enquanto você não atinge o peso ideal estipulado por você, valorize tudo que você tem de bonito no seu corpo, cada detalhe. Gordinha sim, mas relaxada com a aparência “nunca”. Não espere emagrecer ou encontrar alguém para cuidar de você, se amar muito.

Roupas: Usar ou não usar, eis a questão

A produção da mulher sensual precisa ser harmônica, desde a maquiagem até a roupa. Não se esqueça do sapato e dos acessórios. Ao se olhar no espelho, você deve gostar do que vê, não se sentir ridícula.
As mulheres “cheinhas” geralmente têm colo bonito, então aproveite bem os decotes. Use e abuse das cores escuras. Se gostar de listras, prefira sempre as verticais. Uma peça coringa é o pretinho básico, corte reto, de comprimento um pouco acima do joelho, com sapatos de salto e meias finas escuras.

Aposte também em túnicas retas, abaixo dos quadris e de uma única cor, calças e saias de corte reto e cores escuras. Não use estampas grandes.Passe longe do legging e das calças justas associadas com camisetas folgadas. Evite os tons pastéis e blusas com babados, calça muito baixa e barriga de fora. Quanto a lingerie, já existem lojas especializadas em lingeries grandes, inclusive corpetes maravilhosos e meias 7/8, camisolas.

Capriche na maquiagem, valorize seus pontos fortes e disfarce imperfeições. A maquiagem deve ser incorporada a sua vida. A maquiagem deve revelar e embelezar. A ideal é aquela que dá vida às expressões, luminosidade ao rosto, de forma sutil. As cores usadas devem ser harmônicas.

Fonte: Vila Mulher.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sexo e uns quilinhos a mais

Não há diferenças significativas entre mulheres com peso normal e mulheres acima do peso, no sentido de orientação sexual, freqüência das relações sexuais, muito menos com relação a ter desejo. O que acontece é que mulheres acima do peso, podem se sentir inseguras em relação ao parceiro, sofrer antecipadamente o medo de rejeição por inadequação aos padrões sociais de beleza.Isso afeta a autoconfiança e auto estima.

Eu sempre digo: se você não se sentir confortável com o seu corpo, na hora do sexo, crie alguns fetiches como, por exemplo, colocar uma camisa transparente e permanecer com ela na hora da transa. A satisfação que se pode viver no sexo e nos relacionamentos está atrelada a imagem e a disponibilidade de viver prazerosamente o encontro e sentir o máximo de prazer.

É verdade que o Kamasutra de posições sexuais nem sempre é fácil para as gordinhas, mas muitas magrinhas sedentárias e sem autoconfiança também sofrem com as posições.
As posições que costumam ser mais satisfatórias e facilitam uma melhor penetração e o contato dos genitais são:

- O parceiro por trás com a mulher debruçada sobre um apoio ou de quatro
- A mulher sentada ou inclinada, por cima do parceiro, de frente ou de costas.
Essas posições permitem uma maior liberdade de carícias, sem que o peso ou o calor incomodem.

Existem mulheres gordinhas que ousam e assumem sua beleza e sensualidade, aprendem a serem desejadas do jeito que são, merecedoras de felicidade, sensualidade e desejosas de viver o prazer. Portanto, enquanto você não chega onde quer, aproveite e viva cada momento de uma forma única.
A vida nos apresenta, por vezes, momentos difíceis e ásperos. Saber aceitá-los e transformá-los a nosso favor é um dos segredos do bem viver. Lembre-se: A auto-aceitação é o primeiro passo para a mudança.


Fonte: Vila Mulher.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O fantasma da falta de orgasmo

No primeiro post da semana, vimos como a Síndrome da Excitação Sexual Persistente, que é o excessos de orgasmo. Para você ver como funciona o extremo oposto, hoje falaremos da anorgasmia, que é a falta de prazer durante a relação e que vem atormentando muitas mulheres.

O prazer durante uma relação sexual parece óbvio, inerente, certo? Mas para muitas mulheres, a anorgasmia é um pesadelo. E não se trata de aversão ao sexo ou má atuação do parceiro.O problema, na maioria dos casos, está bem longe das partes baixas.A grande vilã que leva à anorgasmia - falta de orgasmo - é a repressão sexual. "Para a maior parte das mulheres, desejar é um verbo complicado de conjugar. E a questão é que tudo parte do desejo: para atingir o orgasmo é preciso imaginar aquilo que leva ao prazer", explica o médico sexologista João Borzino. "O prazer tende a ser algo pejorativo na educação sexual feminina. E o orgasmo começa com a reversão desse valor".

A anorgasmia existe de fato quando a mulher não consegue atingir o prazeroso orgasmo. Nesse quadro geral, existem algumas classificações. Algumas não atingem apenas com a penetração e precisam de estímulo manual ao mesmo tempo. Outras não conseguem se houver penetração e manipulação simultânea e preferem apenas as mãos do amado. O terceiro grupo é formado por mulheres que não conseguem atingir o orgasmo de maneira alguma.

Borzino lembra que toda e qualquer mulher tem a capacidade de atingir o prazer pleno. "Ele é um fenômeno psíquico e emocional e algumas mulheres conseguem ter prazer somente ao imaginar uma relação sexual", garante. "O contato físico é importante, claro, mas não é o meio que decide a ocorrência do orgasmo. A grande responsável é a entrega da mulher à fantasia. A partir do momento em que ela consegue se permitir vivenciar o prazer, ela consegue ter orgasmos".

Mas e quando isso não acontece, qual a solução? "Reeducação sexual, reposicionamento do perfil feminino, diálogo com o parceiro e quebra de tabu para conseguir desejar de uma maneira livre", afirma Borzino.
Ele garante que não há medicamento para isso. "Muitas pessoas acreditam erroneamente que pílulas para disfunção erétil provocam tesão, estimulam a libido e iniciam uma discussão sobre a existência de uma pílula semelhante na versão feminina. As pessoas esquecem que qualquer pílula para este tipo de disfunção é uma medicação para ereção e não atua no desejo do homem.

Remédio não faz ninguém desejar ninguém. Desejo é uma apetência e apetências são instintivas, inibidas ou não, dependendo da educação que a pessoa recebe", afirma. Ele lembra, claro, que algumas mulheres com problemas hormonais podem sofrer com queda de libido, mas trata-se de uma minoria quando o assunto é carência de orgasmos. A dica de Borzino é a procura de um profissional habilitado para que a mulher se conheça melhor, se respeite mais e se entregue de uma maneira plena. "O mais importante, porém, é o que ela já pode fazer no dia-a-dia: buscar um maior entrosamento com o parceiro não só na cama, mas também, e principalmente, fora dela", sugere. "O sexo começa com o bom dia no café da manhã".

É preciso entender então o sexo não como uma obrigação a cumprir, mas algo que tenha que agradar plenamente para que o casamento ou o namoro deem certo. "A mulher, ao se entrosar melhor com o parceiro, se sente confortável para se entregar mais e mostrar o que deseja. E acho que esta é a principal dica: perder a vergonha e falar do que gosta. Sem uma comunicação clara, fica complicado para o homem adivinhar do que as mulheres querem".


Fonte: M de Mulher.