sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Uma nova chance para dar certo

Casais sobem ao altar esperando que o amor e o casamento sejam eternos. Se a intenção é das melhores, nem sempre o “felizes para sempre” acontece – ou pelo menos não com aquele parceiro. Depois do divórcio, muitas pessoas dão uma segunda chance ao casamento em um próximo relacionamento. No Brasil esse tipo de matrimônio está mais popular: as uniões em que um dos cônjuges é divorciado ou viúvo passaram de 10,6%, em 1999, para 17,6%, em 2009, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para a terapeuta de casais Marina Vasconcellos, o segundo casamento tem mais chance de dar certo principalmente em função da maturidade dos cônjuges. “As pessoas estão mais certas do que querem, sabem a sua parcela de responsabilidade no relacionamento”, diz.
Expectativas mais realistas também são importantes para o sucesso do novo matrimônio. “As pessoas já sabem que casamento não é fácil, que é preciso aguentar o humor do outro, lidar com dinheiro”, explica a especialista.

O psicólogo Alexandre Bez também vê vantagens em um segundo casamento. “Quem entra nessa é pra dar certo, e tenta suprir deficiências da primeira relação”, aponta. Para ele, além de tentar não repetir erros anteriores, as pessoas que já estiveram em um relacionamento sério antes são, em geral, mais maduras e atentas aos próprios comportamentos.

A revisão das próprias atitudes pode ser estimulada pela dor da primeira separação. “O divórcio faz as pessoas reverem suas características emocionais e passos que não deram certo”, explica Alexandre. Mas nem todo mundo chega melhor na próxima união. “Tem gente casa quatro vezes e comete os mesmo erros. Aí não dá”, aponta Marina.

Os especialistas lembram que para o segundo, terceiro ou outro casamento funcionar é essencial que os parceiros estejam fortes e equilibrados para encarar um novo romance. “Não é tapa buraco”, alerta a terapeuta. Ficar um tempo sozinho e olhar para si mesmo é a recomendação principal antes de encarar o altar novamente. Além disso, é recomendável que o casal tenha planos e objetivos em comum e saiba acolher bem os eventuais filhos de uma união anterior. E Alexandre deixa o recado: “Príncipe e princesa só existe na Disney”.

Fonte: Ig.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Amar duas pessoas ao mesmo tempo

 Desde que nascemos, muitas coisas nos são ensinadas como verdades absolutas. Todos os meios de comunicação participam ativamente - televisão, cinema, teatro, literatura, rádio -, sem contar a família, a escola, os vizinhos. O condicionamento é tão forte que crescemos sem perceber que aprendemos a pensar assim ou a desejar uma ou outra coisa. Isso ocorre em todas as áreas, portanto, também no que diz respeito ao amor. As regras sobre o que é amar ou ser amado por alguém são muitas. Se você sentir isso, não é amor. Agora, se sentir aquilo, aí sim, é amor. Às vezes escutamos alguém dizer: "Se estiver me relacionando com uma pessoa e sentir desejo por outra, é porque, então, não a amo." Ou "Quem ama quer ficar o tempo todo ao lado da pessoa amada, nada mais lhe interessa." Felizmente nada disso é verdade.

No entanto, essas afirmações há muito são repetidas sem ser contestadas. E não é sem razão. Em primeiro lugar o ser humano parece não desenvolver muito sua capacidade de pensar e só repete. É mais fácil. Depois, as pessoas acreditam que ficar sem alguém ao lado para se protegerem é uma tragédia. Dessa forma, tratam de se convencer e ao parceiro de que as coisas são desse jeito mesmo, achando que assim evitam correr riscos. E vão limitando a própria vida e a do outro. É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?

Sem dúvida, é possível amar bem mais de duas. Acontece até com freqüência, mas ninguém quer aceitar para si mesmo. Afinal, fugir dos modelos impostos gera ansiedade, o desconhecido apavora. Então, surge aquela desculpa esfarrapada: "É possível amar duas pessoas, mas não do mesmo jeito." É exatamente o que ocorre com a fidelidade. Em público todos negam, mas praticam em particular.

É difícil se aceitar que o amor é um afeto único. Mas amor é um só. É prazer na companhia, querer bem, participar da vida do outro, sentir saudade. Nós é que insistimos em dividir em compartimentos, classificando os tipos de amor: por filho, por namorado, por mãe, por amigo, por amante, como se fossem diferentes na essência. De singular e que podem distingui-los uns dos outros são só algumas características. No amor pelo amigo pode não haver desejo sexual, no amor pelo filho costuma predominar um desejo de proteção, e assim por diante. Portanto, podemos amar mais de um, no sentido mesmo do amor que encontramos no namoro ou casamento. Somos todos diferentes, cada um possuindo aspectos que agradam e que se buscam num relacionamento.

Pode até ser que na fase da paixão, quando se está encantado pelo outro, não caiba mais ninguém. Mas essa fase dura pouco. Com uma convivência mais prolongada, a paixão acaba e fica o amor, se houver. De qualquer modo, não parece muita mesquinharia afetiva ter apenas um amor? Contudo, para começar a pensar diferente da maioria é necessário alguma dose de coragem e vontade de viver intensamente.

Texto: Regina Navarro Lins.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sexo na melhor idade

Antes eram chamados de anciãos, agora ganharam o eclético nome de pessoas da Terceira Idade, o que reconhecemos como as pessoas velhas, o que pode ser entendido como carinhoso, pode também representar uma pessoa decadente, fora de forma e principalmente já sendo descartada pela sociedade.

O Brasil neste sentido é um país dos mais injustos, pois pouco valorizamos as pessoas ditas da Terceira Idade.Trazemos uma herança muito grande quanto ao desconhecimento da vida sexual das pessoas da Terceira Idade, exatamente porque sempre consideramos que estas, depois de terminada idade não faz sentido, imagina-las sexualmente.

Desde pequenos aprendemos a valorizar a juventude e assim começamos a tomar conhecimentos dos instintos sexuais, suas possibilidades, sensações e desejos, aprendemos também a identificar o sexo como coisa suja e feia e pecaminosa. Conclusão: criamos uma dificuldade muito grande de identificar nossos pais como ativos sexualmente, uma vez que o sexo é um exercício de prazer e parece que os pais embora queridíssimos não os entendemos como pessoas que possam “praticar” o sexo. Daí a imaginar o sexo nas pessoas de mais idade é pedir muito.

As surpresas começam quando descobrimos que, sentimento e desejo não tem idade, já o sexo embora possa ficar com algum comprometimento de desempenho, em geral ganha em qualidade, com um prazer mais intenso e realizador. Habituados que somos a valorizar a virilidade masculina como fonte de juventude e pujança sexual, no momento em que percebemos que esta energia começa a entrar em decadência, também criamos um pressuposto da falência sexual.

A mulher exuberante na juventude, cria um determinismo de prazer espontâneo e criativo, que a partir de determinado momento entra em colapso físico, com os sintomas da menopausa, ficando entendido daí que, os mesmos se transformarão em inibidor do desejo e impulso sexual. Fomos educados assim como deveria ser, só que não acontece exatamente desta maneira, na realidade muitos mitos foram criados com relação a verdade do sexo na terceira idade.

O vigor da juventude já não é o mesmo, podendo prejudicar a eficiência, ou ainda provocar uma dificuldade maior de desempenho, tanto para o homem que pode ter uma ereção mais demorada, assim como para a mulher que pode demorar mais para se excitar e lubrificada ficar pronta para a relação. O desejo ao contrário pode não se alterar, muito ao contrário, talvez até porque neste momento da vida, os filhos já criados, as dificuldades superadas, sobra uma energia específica para alimentar o desejo e assim facilitar o impulso sexual.

Com o facilitador da experiência e agora sem a impulsividade dos primeiros momentos da vida sexual. A quantidade tão generosa no início da vida sexual se transforma em um sexo mais qualificado com o prazer sendo saboreado em sua totalidade, é a vitória da qualidade. O mito de que a ereção não acontece depois dos sessenta anos é facilmente comprovado, pois em geral é satisfatória, não necessariamente com a rigidez da juventude, mas o suficiente para uma boa relação sexual, tanto do parceiro quanto da parceira.

A ereção pode ser lenta, mas progressiva, só impedida se acompanhada de excessiva ansiedade, aí sim dificilmente vai acontecer, mas as pessoas da Terceira Idade, tem neste momento a experiência e a paciência que em geral são os determinantes de um bom envolvimento sexual. Importante que as pessoas mais velhas, procurem se informar, o mais possível, de como é o funcionamento de seu corpo, não só sexual, mas de maneira geral, buscando os caminhos e as soluções, sempre que sentir-se apresentando alguma dificuldade.

 O que muitas vezes pode acontecer são estigmas de inoperância sexual, desacreditando em seu potencial e suas possibilidade, assumindo uma vida assexuada, são fantasmas que impedem de buscar ajuda. Uma vida sexual rica, facilita a resolução da problemática existencial e da convivência com a idade avançada, aumentando o prazer de viver e a auto-estima.

Tanto para homens quanto para mulheres, uma rica e pertinente vida sexual só pode colaborar para uma vida mais saudável e feliz. As pessoas idosas não precisam e não devem abrir mão de sua vida sexual, possivelmente rejuvenescidos viverão mais e melhor. 

Fonte: Toque feminino.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Separação na maturidade

Juntos há 40 anos, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, e sua mulher, Mary Elizabeth Tipper Gore, estão se separando.  O casal disse aos amigos que o fim do casamento foi de comum acordo e que eles estavam “crescendo separados”. A decisão surpreendeu não só pelo tempo de união, mas porque eles eram um ícone de relacionamento estável e feliz na política - chegaram a servir de contraponto na ocasião do caso extraconjugal entre o presidente Bill Clinton e sua estagiária Monica Lewinsk.

Gore e Tipper representam uma nova geração de casais que está se separando depois de relações longas e em um momento de vida mais maduro. “Esses casos estão aumentando. Era uma situação impensada no passado”, diz Magdalena Ramos, terapeuta de casais e família e professora do curso de psicologia da PUC/SP. “O motivo principal é que as pessoas não estão querendo mais tolerar situações pesadas e incômodas”, completa.

Já não é de hoje que o peso social do divórcio vem diminuindo. Soma-se a isso o aumento da qualidade e expectativa de vida, que no Brasil passou de 69,6 anos para 72,8 de 1998 a 2008, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso torna possível explorar o futuro de forma plena após o fim de um casamento longo.

Livres dos laços do relacionamento há mais espaço para explorar vontades individuais. Segundo Magdalena, para alguns casais os interesses podem ficar acirrados depois de muito tempo juntos. “Um gosta de viajar e sair e o outro quer ficar introspectivo em casa, por exemplo. Se o marido antes se esforçava para acompanhar a mulher nas atividades agora pode não querer mais. Aí vão perdendo os benefícios da relação”, explica.

Sem de bodas de ouro

Nancy Maria Garroux, 67, também estava casada há 40 anos quando se separou, há sete anos. Ela descobriu uma traição do marido e não aceitou m mais viver com ele. “Sempre o tratei muito bem. Quando soube que ele tinha outra foi um baque, mas tomei vergonha na cara, tive amor próprio e mandei ir embora de uma vez”.

Diferente do caso de Gore, o processo da família Garroux não foi amigável e se arrastou por anos na justiça. “Ele pensou que eu não ia fazer isso nunca”, diz Nancy. “Achou que eu estava muito bem e tentou tirar as coisas de mim: o carro, a casa e até a pensão”.

Uma coisa é saber que a decisão certa foi tomada. Retomar a vida sozinha é outra história. “Precisei de muita força de vontade, pensar no que eu passei de ruim e o que tinha de bom pela frente”, conta Nancy, mãe de quatro filhos - que ficaram do seu lado durante a separação. Os netos também deram uma força: ela passou a última semana hospedada na república da neta, no Paraná, mimando ela e as colegas de faculdade.

De maneira geral, em uma separação tardia o homem envereda mais pela procura de uma nova parceira mais jovem enquanto as mulheres focam na idéia de viver com mais tranqüilidade, avalia a psicóloga Magdalena. “Eles têm uma ilusão de conquista e possibilidades, e a mulher tem a ideia que vai viver mais em paz e fazer o que quer, principalmente se o marido demandava muito”, diz.

Viajar está entre as novas atividades atuais de Nancy, que não deixou de frequentar o baile nos finais de semana em Atibaia (SP), onde mora. “Nos 40 anos que vivi junto era amarrada, prisioneira e fazia tudo do jeito dele. Hoje eu faço o que quero” desabafa. O plano dela agora é arrumar um emprego, trabalhar durante a semana e dançar a noite “que é o que eu mais gosto”.
 
A segunda chance é para aproveitar

“Precisava viver algo que valesse a pena e o casamento não estava me dando isso”, conta Denise Rodrigues, 51, consultora de Recursos Humanos. Ela se separou em 2007 ao perceber que sua relação estava “uma pasmaceira só”. Hoje em Santos (SP), Denise na época morava em Palmas (TO) para acompanhar a carreira de juiz do marido, que passava os dias da semana no interior do estado. A distância física foi se tornando prática também: “tínhamos desejos diferentes e sexo era uma raridade”.

A mudança no relacionamento começou principalmente depois que ela foi diagnosticada com câncer de pulmão em 2004. Após uma cirurgia e quimioterapia, foi necessária uma mudança de hábitos e as baladas foram trocadas por caminhadas e natação. “Eu tinha um ritmo. Ele passou a sair mais sozinho com os amigos pra poder fumar e beber a vontade, começou a não vir no fim de semana pra casa”, lembra Denise que hoje compete em um time de Triatlo.
As atividades separadas se transformaram em férias separadas e então, em separação de fato. “Por mais que tenha doído, dói menos que viver aquilo”, avalia. “Bati na trave, não vim pro segundo tempo para sofrer”.

Fonte: Portal Ig.


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Tipos de Fetiche

O fetichismo pode ser corporal: envolvendo do corpo todo ou impessoal: que envolve objetos inanimados variados. O fetichista curte partes do corpo de outra pessoa ou objetos que estejam ligados às pessoas. Tudo isso o excita intensamente. Ele não consegue uma satisfação sexual se não colocar em prática o seu fetiche. Mas muitos casais também apreciam alguns fetiches para apimentar um pouco a vida sexual.

Looners: Os adeptos deste fetiche se autodenominam Looners; essa sub-cultura se divide em popper e non-popper. Poppers são os que sentem prazer em estourar os balões e os Non-poppers são os que sentem prazer em manipular os balões, mas sem estourá-los. O fetiche por balões é derivado da Inflatofilia que é o fetiche sobre infláveis e o ato de inflar. O portador deste fetiche se excita com a forma, volume, movimento e cheiro dos balões. Os balões podem ser usados individualmente para masturbação ou com o parceiro sexual.

Spanking: que consiste basicamente em dar palmadas no seu parceiro sexual. Pode ser usando as próprias mãos, chicote, régua, chinelo, jornal entre outros. Normalmente nas nádegas (bumbum). A dor está ligada ao prazer, como em muitos fetiches. Há certo prazer em castigar e ser castigado.
  
Trampling: é para quem curte ser pisado, com pés descalços ou imensos saltos de sapato, em partes do seu corpo (costas, ventre, coxas, seios, bumbum, braços etc). Há pessoas que adoram ser excitadas dessa maneira, pois quanto mais dor mais prazer elas sentem.
  
Clamp: consiste em colocar elásticos e molas nos mamilos do parceiro sexual, controlando a intensidade da dor e do prazer.

Crossdressing: consiste em troca de roupas, adotando até comportamentos do sexo oposto ao seu. Um homem que se veste e age como mulher, e vice-versa.

Podolatria: Pés fetiche: o prazer sexual está relacionado aos pés do parceiro. É comum ocorrer massagens e até masturbação usando apenas os pés. Cada fetichista (podólatra) tem os seus pontos prediletos nos pés, como a sola, os dedos (algum específico), o tamanho dos pés, o contorno, as unhas (coloridas por esmaltes ou sem nada), pés descalços ou com meias e até calçados etc. Há uma variação de podólotras conhecida como fungifilia, que adora os pés com frieiras e micoses em geral.

Bondage: geralmente o prazer sexual está associado ao sadomasoquismo, sendo a maior fonte de prazer: amarrar, imobilizando o seu parceiro sexual. Pode haver penetração sexual ou não, isso depende do gosto de cada um. No bondage usa-se: cordas, mordaças, vendas de olhos, algemas (também algemas de dedos), grilhões, camisa de força, correntes, cadeados, eletros-ejaculadores, coleiras etc. Sadismo (sexual): denota a excitação e prazer provocados pelo sofrimento alheio, que pode ser físico ou psicológico.

Masoquismo: é uma tendência oposta e complementar ao Sadismo, onde a pessoa sente prazer sexual ao sentir dor ou se imaginar em tal situação. Uma humilhação verbal também pode ser considerada Masoquismo. O que dá mais tesão nesse fetiche (bondage), nem sempre é a dor física, mas sim a humilhação, a sensação de inferioridade e impotência, já que a pessoa está imobilizada. O termo BDSM, significa Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo. Os praticantes de BDSM prezam pela segurança do(s) parceiro(s) envolvido. Nada é feito com o intuito de machucar ou matar ninguém, mas sim proporcionar prazer.  

Ponyboy: nesse fetiche, o homem se transforma em um pequeno cavalo. A mulher que o adestra, poderá montá-lo e dominá-lo como se o fizesse a um animal de verdade. O oposto também acontece: Ponygirl.

Furry Fandom: nesse caso, as pessoas gostam de se vestir de animais antropomórficos (furry), ou de ver outras pessoas vestidas dessa maneira. Muitas pessoas adeptas a esse fetiche podem gozar apenas se esfregando (tocando), ou apenas vendo uma pessoa fantasiada.

Voyeurismo: o prazer sexual consiste em observar as pessoas, que podem estar nuas, apenas de lingerie, transando, se masturbando, dormindo, entre outros. A característica principal é que um voyeur não toca na pessoa, que normalmente nem imagina que está sendo observada. Ele sente prazer em fazer isso “escondido”, muitas vezes, dependendo da distância, eles acabam usando até binóculos, câmeras entre outros, enquanto se masturba durante ou após observar aquele que escolheu para o seu prazer momentâneo. Acredito que muitos de nós somos adeptos ao Voyeurismo.

Maieusofilia: nesse caso, o prazer sexual consiste em transar ou apenas observar uma mulher grávida, ou também com a visualização de partos.

Frotteurismo: o prazer sexual se dá na fricção dos órgãos genitais em outras pessoas vestidas (vulgo encoxar), isso acontece comumente em ônibus, trens, elevadores etc.

 Fonte: Blog Muita Pimenta/Wikipédia.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

31 de Julho - Dia do Orgasmo


Parece estranha a idéia de um dia dedicado ao orgasmo. Por que a sociedade precisaria de uma data para lembrar tal estado de excitação? Alguns podem achar que sentimentos mundanos estão dominando discussões nacionais, ou que a mídia se rendeu ao marketing escrachado, incentivado por aqueles que querem lucrar com o problema alheio. Puro preconceito. O Dia do Orgasmo, em 31 de julho, é mais do que isso. É tempo para refletir: as pessoas estão fazendo sexo com menos qualidade e boa parte da população não consegue sequer ter desejo sexual. Satisfaçãosexual é sinal de qualidade de vida, respaldado pela Organização Mundial de Saúde.
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O Dia Mundial do Orgasmo foi criado há quatro anos, na Inglaterra, por redes de sex shops. Pesquisas feitas por essas lojas revelaram que 80% das mulheres inglesas não atingem o clímax em suas relações. Em termos de insatisfação sexual, os brasileiros não ficam longe. A presença ostensiva de sexo na tevê sugere um povo versado e realizado sobre o assunto, fantasia esta, porém, que não condiz com a realidade. Estudo conduzido pelo Projeto de Sexualidade da USP (ProSex) detectou que 50% das brasileiras têm problemas com a ausência de desejo, falta de orgasmo, dificuldade de excitação ou dor durante a penetração – algumas delas têm mais de uma queixa. Um paradoxo num país com sexo tão presente no cotidiano. Os homens brasileiros também têm problemas. Cerca de 12 milhões deles sofrem de alguma disfunção sexual e é certo que a insatisfação nesta área sinaliza algum problema de saúde e contribui para conflitos do casal.
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As pesquisas são respaldadas por investimentos da indústria. O mercado que promete melhorar a vida sexual da população é imenso e se divide em setores que vão desde a mais antiga profissão do mundo às sex shops, psicoterapias e redes de motéis até a tecnologia dos laboratórios farmacêuticos. Hoje, brasileiros já contam com opções da medicina para o tratamento oral da disfunção erétil. Além do sildenafil, pioneiro no mercado, novos produtos, entre os quais o vardenafil e o tadalafil, prometem outras vantagens, tais como ação mais rápida e duradoura. Para as mulheres,o orgasmo pode ser resgatado graças aos bons resultados com a bupropiona, antidepressivo que não inibe a libido e favorece o interesse sexual.
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Esses medicamentos ajudam a minimizar os distúrbios, e transformam temas tabus, como impotência ou falta de libido, em oportunidades para se tratar de temas de saúde.O que não se deve, entretanto, é deixar para a indústria e seus eventuais lançamentos a responsabilidade da discussão. É preciso ecoar a mensagem de que a sexualidade de um povo reflete a sua saúde. Uma relação sexual malsucedida pode representar problemas como depressão, ansiedade, estresse, hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, neurológicas ou endocrinológicas.
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As pessoas têm o direito de fumar e não praticar exercícios, mas precisam saber que o fumo e o sedentarismo, da mesma forma que outros hábitos de vida não saudáveis, podem conduzir à disfunção sexual. No caso das mulheres, a falta de libido muitas vezes mascara problemas mais sérios, como a depressão. Mais de 50% dos casos de disfunção sexual feminina está associada ao quadro depressivo ou é conseqüência de efeito colateral de medicamentos.
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A proposta do Dia do Orgasmo não tem como finalidade decretar mais um feriado, mas debater o assunto nas diversas esferas sociais. Isso inclui a instituição de educação sexual de qualidade nas escolas, mais consciência quanto ao uso de preservativos e mais esclarecimento sobre as causas da falta de desejo sexual e da disfunção erétil. Não há justificativa para a perpetuação de problemas que podem e devem ser resolvidos. E o principal remédio ainda é a discussão franca e isenta de preconceitos.
 
Fonte: Isto é Gente.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A sedução do espartilho

O espartilho é tido como um dos principais ícones do fetichismo. No entanto, sua história data de quatro séculos atrás, e conta com muitas transformações e também sofrimento e deformação do busto por parte das mulheres.

Desde antes da Idade Média, havia uma forte preocupação em definir a forma do tronco. Para isso, tanto homens quanto mulheres usavam faixas apertadas em volta do corpo. Com os homens isso acabou mudando logo, pois era necessário vestimentas que facilitassem o deslocamento e a agilidade. Já com as mulheres, o que mudou foi que elas puderam passar a usar saias longas e fartas. Mas a cintura continuava tendo que ser apertada. Do corselete veio o espartilho, que era o primeiro mais rígido e pesado.

O Renascimento foi a época que mais exaltou a beleza feminina, com altas doses de sensualidade e erotismo, tendo os seios como as grandes vedetes. Sinal de superioridade, o espartilho era usado apenas pelas mulheres da aristocracia, sendo atado por trás, o que exigia a ajuda de empregados. Além de causar sérios problemas de saúde, o corpete aristocrático distinguia classes. As mulheres modestas usavam um espartilho mais próximo do corselete medieval, que elas mesmas poderiam fechar, sendo atados por cordões pela frente. A partir daí, foram feitos espartilhos dos mais diferentes materiais de acordo com a estética vigente. O corpete pespontado deixava o busto parecendo um cone e era armado com uma haste encaixada no tecido, sendo uma lâmina sólida feita de madeira, marfim, madrepérola, prata ou osso de peru. Mais tarde usaram barbatanas de baleia fazendo hastes mais flexíveis. No final do século 18 a haste central foi substituída por várias barbatanas.
 
O forte aspecto social fez com que o espartilho fosse abolido na época da Revolução Francesa, quando as roupas voltaram a ser simples e práticas. Foi a primeira vez, na história da sociedade francesa, que as mulheres não usaram as armações feitas de arcos de aço para moldar a forma das saias, nem seus espartilhos.

No século 19 a estética da cinturinha volta à cena. Junto disso, houve a moda do decote mostrando os seios separados, apelidando os espartilhos de 'divórcios'. De tempos em tempos, novos modelos apareciam, demonstrando uma verdadeira evolução de tecnologia e conceito. Aos poucos eram oferecidos modelos para todas as ocasiões. Com alguns as mulheres poderiam se vestir sozinhas, sem ajuda de empregados, com outros elas não precisariam mais se preocupar com a ferrugem da estrutura, já que eram feitos em aço inoxidável...

No começo do século 20, a mulher ainda usava espartilho, mas estes eram menores, mais flexíveis e permitiam movimentos mais livres e postura reta. Foi a Primeira Guerra Mundial, confirmando seu papel de corte definitivo com o século 19 e a belle epoqué, que decretou a morte do espartilho, pois agora era preciso que as mulheres fossem trabalhar, assumindo o papel dos homens que estavam na guerra.

Aos poucos os espartilhos iam sendo substituídos por cintas, abrindo espaço para a entrada em cena dos sutiãs. No entre-guerras, houve uma tentativa de trazer de volta o império da silhueta marcada e da cintura fina, mas a guerra veio novamente. Em 1947, o New Look de Christian Dior deu novo fôlego aos espartilhos. Daí para a moda definitiva do fetichismo foi um passo. Nos anos 90, as mulheres vinham, no espartilho, um símbolo de erotismo, da mulher dominadora e sexualizada, imagem que continua até os dias de hoje.

Fonte: Mood.